O que é malvertising e como se proteger
Anúncios online fazem parte da experiência cotidiana na internet. Eles aparecem em sites de notícias, blogs, aplicativos, redes sociais e plataformas de vídeo. Porém, nem sempre são inofensivos. Nos últimos anos, criminosos passaram a usar esses espaços de publicidade para espalhar malware e direcionar usuários a páginas fraudulentas. Esse tipo de golpe ganhou nome e relevância: malvertising.
A técnica é perigosa porque explora um ecossistema de publicidade digital altamente automatizado, no qual anúncios são comprados e exibidos em milissegundos, muitas vezes sem uma verificação manual mais rigorosa. Além disso, o malvertising pode aparecer até em sites legítimos e populares, o que dificulta a detecção por parte do usuário comum.
Neste artigo, você vai entender o que é malvertising, como esses ataques funcionam e quais medidas ajudam a reduzir esse risco.
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O que é malvertising
Malvertising é a prática de usar anúncios digitais para distribuir malware ou direcionar usuários a páginas fraudulentas. Embora a palavra junte “malicious” e “advertising”, o conceito vai além de simples anúncios falsos.
Criminosos inserem códigos maliciosos dentro de campanhas aparentemente legítimas, que passam pelas plataformas de publicidade e acabam exibidos para usuários em sites variados.
O perigo está no fato de que muitos desses anúncios são exibidos em ambientes confiáveis. Google, redes sociais, portais conhecidos: todos podem exibir inadvertidamente campanhas maliciosas que se infiltraram nas redes de anúncios.
Como o malvertising funciona?
O malvertising utiliza o mesmo caminho dos anúncios legítimos, mas com intenções completamente diferentes. Embora existam variações, o processo costuma seguir algumas etapas.
Inserção do anúncio malicioso
O criminoso compra espaço publicitário ou invade contas de anunciantes legítimos. Como o processo de veiculação de anúncios é rápido e, em grande parte, automatizado, a campanha maliciosa passa despercebida e é distribuída para sites parceiros.
Código malicioso embutido
Os anúncios podem conter scripts escondidos que exploram vulnerabilidades do navegador ou direcionam o usuário a sites fraudulentos. Em alguns casos, o clique no anúncio leva diretamente a um download malicioso.
Ação sem cliques
Alguns ataques conhecidos como drive-by download conseguem explorar falhas no navegador sem que o usuário clique no anúncio. Basta carregar a página para que o código malicioso seja executado. Embora menos comuns hoje devido a melhorias de segurança, essas técnicas ainda existem.
Redirecionamento para páginas fraudulentas
Outra estratégia envolve redirecionar o usuário para páginas que imitam serviços legítimos, pedem login, oferecem downloads de “atualizações” ou exibem alertas falsos de segurança. Esses redirecionamentos alimentam golpes como phishing e roubo de credenciais.
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Exemplos comuns de malvertising
Os formatos de malvertising variam, mas alguns são especialmente frequentes:
Anúncios que oferecem produtos com grandes descontos, levando a sites falsos que roubam dados.
Supostas atualizações de navegador, antivírus ou players de vídeo, incentivando o download de executáveis maliciosos.
Banners com alertas falsos de vírus ou falhas no sistema, pressionando o usuário a instalar um “verificador”.
Anúncios que levam a páginas idênticas às de bancos, e-commerce ou redes sociais, utilizadas para coletar credenciais.
Esses exemplos continuam aparecendo porque exploram elementos psicológicos como urgência, benefício e medo, além da confiança no site onde o anúncio está inserido.
Por que o malvertising é tão difícil de detectar?
O malvertising é difícil de identificar porque se aproveita da própria estrutura das redes de publicidade digital. A compra e a distribuição de anúncios envolvem múltiplas plataformas, verificações automáticas e milhares de impressões por segundo. Com isso, um anúncio malicioso pode circular amplamente antes que seja detectado.
Além disso, até sites conhecidos podem exibir anúncios contaminados, já que raramente controlam manualmente cada anúncio entregue por sua rede de parceiros. Outro ponto importante é que o visual do anúncio raramente revela o perigo. Para o usuário final, o banner parece legítimo, mesmo quando esconde um código malicioso.
Por fim, vulnerabilidades em navegadores e extensões podem permitir exploração silenciosa, o que torna o malvertising ainda mais perigoso.
Como se proteger do malvertising
O malvertising não depende de um erro do usuário para ocorrer, porém algumas boas práticas reduzem o risco de exposição.
Mantenha navegadores e sistemas atualizados. Vulnerabilidades antigas são um dos principais alvos desses ataques.
Evite instalar extensões desconhecidas. Extensões maliciosas aumentam consideravelmente a superfície de ataque.
Use bloqueadores de anúncios confiáveis. Eles reduzem o volume de anúncios entregues e, consequentemente, diminuem a exposição ao conteúdo malicioso.
Desconfie de anúncios que ofereçam downloads ou atualizações emergenciais. Atualizações devem ser feitas direto nos sites oficiais.
Prefira acessar links digitando o endereço no navegador. Isso evita redirecionamentos para páginas maliciosas.
Tenha cuidado com sites que exibem excesso de pop-ups ou anúncios invasivos. Esses ambientes são mais frequentes em campanhas maliciosas.
Adotar essas práticas cotidianas ajuda a limitar o impacto desse tipo de ameaça, reduzindo a probabilidade de interação com conteúdo malicioso.
Como o malvertising ameaça empresas
Empresas também enfrentam riscos significativos. Funcionários acessam sites variados ao longo do dia, o que aumenta a chance de exposição a anúncios maliciosos. Uma simples interação com malvertising pode resultar na instalação de malware, ransomware, spyware ou no comprometimento de contas corporativas.
Além disso, anúncios maliciosos podem coletar informações que serão usadas em ataques mais complexos, como campanhas de phishing direcionado ou fraudes envolvendo engenharia social. Por isso, proteger o ambiente corporativo é essencial para reduzir a superfície de ataque.
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