Phishing, smishing e vishing: entenda a diferença
Golpes como phishing, smishing e vishing estão entre as fraudes mais comuns no Brasil. Embora utilizem canais diferentes, todos exploram técnicas de engenharia social para convencer usuários a clicar em links falsos, fornecer dados sensíveis ou tomar decisões precipitadas.
Esses termos podem parecer técnicos à primeira vista, porém descrevem golpes muito presentes no dia a dia de qualquer pessoa — seja por e-mail, por mensagem ou por telefone.
Neste artigo, você vai ler o que diferencia esses três golpes, como reconhecer suas características e quais cuidados tomar para evitar prejuízos.
Principais tópicos deste artigo
O que é phishing?
Phishing é o golpe praticado sobretudo por meio de e-mails falsos. Nessa modalidade, criminosos enviam mensagens que imitam instituições legítimas, como bancos, empresas de varejo, plataformas digitais ou órgãos públicos.
O objetivo costuma ser induzir a vítima a clicar em links maliciosos, baixar anexos infectados ou compartilhar dados pessoais e financeiros.
Com o passar dos anos, o phishing se tornou mais sofisticado, especialmente após o surgimento das ferramentas de inteligência artificial. Mensagens falsificadas usam identidade visual convincente, domínios muito semelhantes aos originais e textos com forte senso de urgência.
Entre os exemplos mais comuns estão avisos falsos de entrega, alertas de segurança bancária, cobranças inexistentes e solicitações de redefinição de senha. Embora pareçam legítimos, esses e-mails geralmente escondem tentativas de fraude.
O que é smishing?
Smishing é a versão do phishing aplicada a SMS e aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram.
Por se tratar de um canal rápido e direto, esse tipo de golpe costuma ser mais conciso, o que torna a verificação da autenticidade ainda mais difícil. Os criminosos se aproveitam dessa agilidade para criar situações que pressionam a vítima a agir sem revisar detalhes importantes.
No Brasil, além de links falsos para supostas atualizações de cadastro e cobranças urgentes, um golpe bastante comum envolve mensagens dizendo que o usuário possui pontos ou milhas acumuladas para resgatar. Ao clicar no link, a vítima é direcionada a um site fraudulento que coleta informações pessoais ou tenta instalar aplicativos maliciosos.
Esse formato cresce justamente porque combina pressa, aparência de benefício e um canal que as pessoas costumam considerar inofensivo.
O que é vishing?
Vishing é o golpe realizado por meio de ligações telefônicas. Nele, criminosos se passam por atendentes de bancos, operadoras ou órgãos públicos.
Uma característica comum é usar técnicas de spoofing para fazer com que o número exibido no visor pareça legítimo, igual ao de uma empresa real. Esse artifício aumenta a sensação de credibilidade e faz com que a vítima acredite que está falando com uma instituição confiável.
O passo seguinte normalmente envolve a criação de um falso senso de urgência. O golpista afirma que há movimentações suspeitas na conta, que o acesso foi comprometido ou que é necessário confirmar dados para evitar um bloqueio.
Ao longo da ligação, ele tenta induzir a vítima a fornecer informações sensíveis, informar códigos de autenticação ou instalar aplicativos maliciosos. A pressão verbal torna esse golpe especialmente eficaz, sobretudo em situações de estresse.
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O que esses três golpes têm em comum
Engenharia social como base
Phishing, smishing e vishing seguem o mesmo princípio: manipular emoções e induzir ações precipitadas, usando técnicas do que é conhecido como engenharia social. Criminosos exploram medo, urgência, confiança e curiosidade para fazer com que a vítima clique, responda ou compartilhe dados sem realizar verificações básicas.
Coleta de informações sensíveis
Apesar das diferenças de canal, os três golpes buscam essencialmente o mesmo resultado. Seja por e-mail, mensagem ou telefone, os criminosos tentam coletar senhas, códigos de verificação, dados bancários, informações pessoais ou acesso a contas corporativas.
Sofisticação crescente
Outro ponto em comum é que os três golpes se tornaram mais difíceis de detectar. Criminosos utilizam dados vazados, linguagens mais naturais, páginas falsas que imitam sites oficiais e técnicas de spoofing para simular números reais. Essa evolução faz com que fraudes pareçam legítimas à primeira vista.
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Principais diferenças entre phishing, smishing e vishing
Embora façam parte da mesma categoria de golpes, cada modalidade atua de forma distinta.
O phishing ocorre principalmente por e-mail, permitindo mensagens mais complexas e direcionadas, anexos e links detalhados.
O smishing, por sua vez, utiliza SMS e aplicativos de mensagem, o que favorece textos curtos, diretos e urgentes.
Já o vishing depende de ligações telefônicas, em que o criminoso exerce pressão verbal e se apoia no tom de autoridade para levar a vítima a tomar decisões rápidas.
Essas diferenças também impactam a capacidade de verificação. No e-mail, ainda é possível conferir remetentes, domínios e cabeçalhos; no smishing, todavia, a mensagem é curta e os links falsos são mais difíceis de identificar; no vishing, por fim, a urgência da fala e a falsificação do número tornam a análise mais complexa.
Como se proteger de golpes por e-mail, mensagens e telefone
A prevenção contra phishing, smishing e vishing depende de atenção redobrada e de uma postura mais cuidadosa ao interagir com mensagens ou chamadas inesperadas. Algumas práticas ajudam a reduzir significativamente o risco:
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Desconfie de mensagens que criam urgência, pressão ou sensação de emergência.
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Evite clicar em links ou abrir anexos enviados por remetentes desconhecidos ou inesperados.
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Não compartilhe senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por mensagem ou telefone.
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Antes de seguir qualquer orientação, entre em contato com a empresa usando os números ou canais oficiais, nunca os enviados na mensagem.
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No caso de ligações suspeitas, encerre a chamada e faça contato direto com a instituição por meio do aplicativo ou site oficial.
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Confirme informações sensíveis com a pessoa ou empresa usando um segundo canal de comunicação.
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Fique atento a promessas de vantagens, desbloqueios rápidos ou solicitações de pagamento imediato.
Proteção contra golpes é com a HSC Labs
A HSC Labs oferece soluções desenvolvidas para proteger empresas e usuários contra golpes como phishing, smishing e vishing. Cada uma delas atua em pontos estratégicos da segurança corporativa, reduzindo a superfície de ataque e impedindo que criminosos coletem informações usadas para fraudes.
O MailInspector é uma solução completa de segurança de e-mail que combina antiphishing avançado, sandboxing, CDR e proteção pós-entrega. Ele bloqueia e-mails maliciosos antes que cheguem aos usuários e remove mensagens suspeitas já entregues, garantindo uma defesa em múltiplas camadas. Além disso, integra-se facilmente a ambientes como Microsoft 365, Google Workspace e Zimbra, com suporte local e tecnologia adaptada à realidade brasileira.
Já o MindAware é uma plataforma de conscientização que ajuda colaboradores a reconhecer sinais de fraude em diferentes canais. Ele oferece treinamentos contínuos, simulações e conteúdos educativos que complementam a proteção técnica, fortalecendo o comportamento seguro no dia a dia.
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